quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Releitura (1)

(ao termino da leitura da carta de Chalita ao padre Fábio e do padre ao educador, os pensamentos chegaram na pele, e da pele vinheram parar aqui)

"e todos vinheram do pó e ao pó retornará"

Quando o Criador pensou nessa matéria-prima, ele pessoa na igualdade.
Quando pensamos a partir desse prisma, fica claro que somos iguais, independente das escolhas, afinal elas nos particularizam, mas o pó nos torna iguais.
O pó é a matéria seca e sem vida, alguns não consegue sair dessa miséria, outros entendem que esse pó pode ser de piriplimplim (quem assistiu o Sítio do Pica Pau Amarelo sabe). E quando usamos esse pó mágico, utilizamos da segunda matéria-prima que fomos criados, o amor.
O amor,esse dá a métrica da vida. E mergulhados no AMOR, recebemos o dom de amar e assim damos forma ao pó, particularizando ele em eu e você, mas sempre sendo nós.
Alguns, por não quererem ou não saberem utilizar desse dom, se sentem diferentes nos seus saltos, carros, ideologias e religiões, outros, usam do amor e por instantes se tornam o AMOR.
É questão de escolha, é livre arbítrio.
Os fantoches foram feitos, mas que graça tem se eles só fazem o que quero?
Assim, o Criador pensou ao finalizar o homem em pó, deu alguns passos, retornou a sua obra prima e soprou. O sopro estava carregado de duas coisas, o livre arbitrio, de escolher a foma de viver e o amor.
Alguns vivem a espera da terra prometida, assim suportam a escravidão na vida sem amor, outros e aqui eu me encaixo, vivem já a terra prometida, porque a ponte foi derramada em sangue, e hoje, outros se fazem ponte na minha travessia me fazendo ver Deus e ser Deus para o outro.
A terra prometida também é um lugar, mas primeiro ela é dentro, quem não se sente cidadão dela, jamais chegará lá.

"O meu reino não é este" Jesus já vivia lá...

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Não é você, sou eu.

Não é por você!
É por mim!
Eu não temo pelo que você vai fazer, fez ou faz! Eu temo, tenho ciúmes, porque em você eu projeto o que talvez eu faça, eu fiz ou ainda farei.
Eu não tenho medo de você não resistir a distância. Eu tenho medo de mim, de não ser forte o suficiente para enfrentar o que joga contra nós.
Eu não tenho medo nenhum das coisas que você diz, eu tenho medo do que eu digo. Suas ações, ainda que me machuque ou me alegre, não se compara com a força das minhas atitudes que no silêncio do meu eu faz dor ou alegria.
Eu não tenho medo do descuidado seu. Eu tenho medo do meu excesso de cuidado.
Você não é culpado de nada. Eu sou!
Eu não tenho medo de você! Eu tenho medo de mim.
Pois, eu amo você. Mas temo a mim.

Aceita a cam?


" e no meio de tanta gente eu encontrei você "

Muita graça! A quem diga que a tecnologia separa o homem nas suas relações, e as vezes separa mesmo, mas tem outros que vivem pela tecnologia grandes relacionamentos sem ao menos se tocarem, se verem, mas de um forma "óptica" eles se setem, se tocam e vivem...
Tudo começa com um que adiciona o outro, e depois de forma tímida, um "oi", "tudo bem?" e assim vai se conhecendo, troca celulares, e viva a Tim infinity , que permite horas ouvindo e mensagens, de qualquer forma e de qualquer jeito.
Aí, depois de um logo tempo de conversa e falas sobre a vida e das formas de vida, chega na hora de falar do corpo, que clama pelo outro, dos desejos, e "quando será mesmo o encontro?" "Não sei, mas vamos liga sua cam!"
"Como você é linda!", "você que é" e entre esses papos, as mãos percorrem, não mais o teclado, mas tecla no corpo o que na tela é descrito. "Sinta minha mão ali ..." e no inesperado, esperado, chegamos no ponto final, um gozo de alegria, de euforia e de saudade, pois mesmo com isso tudo, só quero mesmo seu corpo aqui do meu lado, calado e amarrado em mim.
Enfim, aceita a cam?

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Vai.


"solidão? quem pode evitar?"

Amanhã! Que triste. Como voltar para o tempo vivido?
Futuro! Esperar as surpresas que ele nos guarda.
Agora... Esperando você bater na minha porta, olhando para mim com brilho, com desejos, seu sorriso, sua cor, seu hálito, tão perto, mas calma, tem gente em casa!
Pega na minha mão e ali naquele momento, dizemos tudo que sentimos. Um código de eu te amo, tô com saudades, você vai comigo e eu fico com você, porque já somos um.
Então mais uma vez penso, que merda da distância!
Mas vou deixar, o tempo cura essa dor primaria da distância. E de novo você vai bater na minha porta, sorrindo e com 31 dias para nosso amor, sem distância...
Eu te espero...
Vai.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Detentor do saber.



A ignorância é um sacramento. (ouvi de alguém, que ouviu de outrem)
Essa afirmativa parece egoísta, quando se pensa em negar o conhecimento. Parece ruim, quando se pensa em manter alienado quem poderia não ser ou está. Porém, ela nesse texto expressa o sentido de que o excesso de conhecimento muitas vezes, repito, MUITAS VEZES, faz do homem o detentor do mesmo, oprimindo, rejeitando e tripudiando de quem ainda não o conhece.

Decodificando o parágrafo acima:

-Então, você sabia que a é b?
-Não! A é a e b é b!
-Para com isso, a é b!
-Ah! Preste atenção, VOCÊ NÃO SABE DE UMA COISA! Eu estudei isso!

Acabou a conversa. Afinal, alguém continuaria?

Eu continuei, por aqui. Pois, eu até sei que a é vogal e b é consoante, mas talvez o que você não saiba é que eu possa tá olhando a e b como iguais, por serem letras, por forma palavras e também fazerem parte do mesmo coletivo, o alfabeto.
Você, deveria saber que toda forma de viver, é conhecimento, ainda que teóricos tenham engendrado a forma certa de se fazer conhecimento, ou melhor, produzir.
Pois fique sabendo, minha vó que é analfabeta, sabe mais que eu e você, que tem o nível superior.
O saber está em ser, e ser é para quem se esvai do seu aprendido e do seu eu, para ser para o outro. PARTILHANDO!

domingo, 29 de janeiro de 2012

Sei lá porque!



- É.
- Não é.
- Será que é?
- Ah! Ele me disse que tudo que escreve ele vive.
- Hum! Meu Deus, será mesmo que ele faz isso?

Tenho escutado coisas que nem imaginaria ouvir.
Tudo que me dedico a fazer é por está vivendo, ou ter desejo de viver.
Algumas ficam na imaginação e de lá nunca sairão (garanto que são poucas).
Outras, saltam! Saltam e eu nem percebo que fiz, quando eu vejo, já fiz.
E tem aquelas, que não vou mentir não, eu faço pensado. Uma coisa bem maquiavélica. E venhamos que são boas essas coisas ou não!
Tem uma música que diz bem assim: "se tudo pode acontecer. Se pode acontecer qualquer coisa".
É por isso que eu penso, faço e no fim eu vivo!
Meu querido diário, você é meu espaço de colocar experiências vividas, pretéritas e futuras. Ah! E tem aquelas da imaginação, bem umas que ficam no futuro imperfeito.rs
Aqui só uma coisa eu posso dizer que é verdade. É tudo sentimento, mas por hora eu fico na carne.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Fome...


É meio que receita, precisa de dois, a fome e a comida.
Um convite e pronto! A fome mesmo sem a degustação começa a morrer.
Então perguntas qual cardápio e depois leva o que tens.
Tudo nas mãos e na cozinha. Enfim, queres algo mais?
- Sim! O que quiseres servir.
- Então, matar a fome, será sua necessidade primeira e qual a segunda?
- Um acompanhamento para degustar.
- Mais? Música e ...
- Estou à sua disposição.
- Um beijo com a música, para sincronizar a coreografia. Já tá a vontade na minha casa e agora?
- Começo a degustar ((em você)).
- Hum! Ótimo, mas essa degustação não cabe mais aqui, vamos até a sala...
E fomos!
Sabe né? Depois de saborear um jantar, tem sempre a sobremesa, não sei o nome, e nem quero saber, só sei que era de leite condensado, horas denso, horas rala, mas sempre quente...
A fome, passa por instantes.
Enfim, tô com fome...